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Há exatos 52 anos, Pelé marcava oito gols em uma só partida.



Parecia apenas mais um jogo na Vila Belmiro, válido pelo Campeonato Paulista daquele ano. Mas nunca dava para saber o que se esperar de Pelé.

Há exatos 52 anos, o ex-jogador registrava seu recorde pessoal e marcava oito gols em uma só partida. A vítima do camisa 10 do Santos foi o Botafogo de Ribeirão Preto, derrotado por 11 a 0, em 21 de novembro de 1964.

A partida, realizada em um sábado chuvoso, foi vista por apenas 9.437 pessoas em Santos. Além de Pelé, Pepe (olímpico), Coutinho e Toninho fizeram os outros gols santistas.

Na primeira etapa, o Rei do Futebol fez gols aos 4, aos 8, 16, 37 e 39 minutos. Na etapa final, Pelé marcou mais três, aos 25, 26 e também aos 28 minutos, um atrás do outro.

À época, a marca era um recorde quebrado em cima de outro santista. Pelé registrou a maior façanha brasileira e sul-americana, superando a de Araken Patusca, ex-jogador do próprio Santos, que, em 1927, marcou sete gols em uma mesma partida duas vezes, contra o Ipiranga e diante da Portuguesa.

O recorde de Pelé foi quebrado apenas em 1976, quando Dario fez 10 gols no Santo Amaro atuando pelo Sport.

DEUS VULCÃO

Chamado de 'Deus Vulcão', Pelé ganhou um capítulo só seu à época, mesmo que tivesse apenas 24 anos. "Pelé fez oito gols numa partida, mas só soube explicar como foi dizendo que para se jogar futebol é preciso ter muita sorte.

Foi assim que respondeu a quase todos que foram até ele depois do Santos e Botafogo no dia em que a Vila Belmiro assistiu ao maior espetáculo do Rei.

Essa sorte ninguém teve desde que o futebol passou a ser pago a dinheiro e seus oito gols recorde no Brasil e na América do Sul", informa a página especial de Esportes de O Estado de S. Paulo, de 23 de novembro de 1964.


"Dos oito, Pelé gostou mais do que fez de cabeça e na hora do pênalti teve vontade de pular de alegria, mas não saiu do chão porque chutar de tão perto é covardia. Bateu tranquilo, dentro de um estádio que morria de medo de que ele errasse pênalti pela quarta vez neste campeonato. Foi sem paradinha e a bola saiu perfeita.

Pelé virou-se para o meio de campo, abaixou a cabeça e fechou os punhos com os braços abaixados. Depois, sumiu no meio de tantos abraços", relembrava a edição.

Os oito gols ajudaram o Rei do Futebol a ultrapassar o corintiano Flávio na artilharia do Campeonato Paulista daquele ano. Na edição de 1964, em que o Santos tornou-se o vencedor, Pelé se saiu como o maior marcador de gols ao anotar 34.

Hoje, o artilheiro do Campeonato Brasileiro tem 15 gols, é Henrique, do Palmeiras.

FREGUÊS

Por mais dolorida que a lembrança fosse para os torcedores do Botafogo, poucos sofreram tanto quanto Oswaldo Brandão. Treinador da equipe de Ribeirão Preto, o técnico foi demitido após a goleada e logo depois assumiu o Corinthians.

Quinze dias depois do histórico jogo, o Santos goleava o time de Parque São Jorge por 7 a 4, no Pacaembu.

Em menos de um mês, o treinador estava à frente de equipes que haviam levado 18 gols do Santos, sendo 12 somente de Pelé, que no clássico do dia 6 de dezembro, fez mais quatro.

FICHA TÉCNICA DO JOGO

SANTOS 11 X 0 BOTAFOGO-SP

Santos: Gylmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

Botafogo-SP: Galdino; Ditinho, Hélio Vieira e Tiri; Carlucci e Maciel; Zuino, Alex, Antoninho, Adalberto e Gazze. Técnico: Oswaldo Brandão

Gols: Pelé 4', 8', 16', 37', 39', 70', 71', e 73', Pepe 19', Coutinho 24' e Toninho 89'.

Torneio: Campeonato Paulista

Público: 9.437 pessoas

Renda: Cr$ 14.210.800,00

Local: Vila Belmiro (Santos/SP)


Fontes:

Estadão Torcedores.com

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